Tudo começa com uma troca de olhares, uma gargalhada e uma
piada na despedida. É quase sempre assim, pensa bem. Depois começam os olhares
constantes e os encontros, ‘por acaso’, propositadamente. Por conseguinte,
sentes ‘borboletas’ na barriga, um aperto no coração e coras. Sorris e
deixas-te ir.
Segues dia após dia, momento atrás de momento, carinho atrás
de carinho, uma felicidade tão profunda que és capaz de a transpirar e inspirar
para toda a gente. Esta é a verdade, mas será a verdadeira realidade? Por
momentos prendeste uma ilusão, acreditas que é verdade, toda a gente à tua
volta acredita que também é verdade.
Como tal, tudo vai ‘rolando’, mas tudo o que é bom acaba (ou
não). E para tal, começas a ter sentir-te em baixo, achas que ninguém te
entende e que é o fim do mundo. O pior é o facto de te apenas refugiar na
música, sim música ‘é vida’, mas os teus amigos são o melhor de ti.
Passados uns tempos estás tu sozinha/o no teu quarto a ouvir
música, dás uma gargalhada e dizes: e pensar que aquilo era o fim do mundo, o
problema mais complicado de todos os problemas. Pois bem, olha bem à tua volta.
Enquanto ignoraste tudo o que te rodeava milhares de crianças
perderam a vida por causa de guerras de pura infantilidade, alguns países
passaram a ter um défice de água e comida (…) e tu aqui estiveste no teu
mundinho (…) pode ser uma crítica muito forte, está certo, mas não achas que
foi um ato de pura ganância e ignorância? O mundo não gira à tua volta, para te
sentires bem contigo faz o outro sorrir, porque uma das melhores sensações que
podes obter é a gratidão por teres contribuído para a felicidade de alguém.
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