sexta-feira, 1 de novembro de 2013

"Somos o avesso um do outro. Quando duvidas, paras, e eu sigo em frente. Quando tens medo, eu tenho vontade; quando sonhas, eu pego nos teus sonhos e torno-os realidade, quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sabes o que queres, esperas e eu escolho; quando alguém te empurra, tu foges e eu deixo-me ir.
Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo-te a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz."


Joel.

sábado, 26 de outubro de 2013



Às vezes penso que o problema é meu. Sim, o problema de querer "atenção", nem que seja um pouco; o problema de querer um "elogio" de vez em quando; de querer ouvir ou ler um "amo-te" algumas vezes. E depois fica tudo gravado, todas as palavras que não foram e as que foram ditas; todos os momentos em que esperei algo e nunca foi obtido. De seguida, a mente pensa, cria, repensa e constrói pensamentos que nem sequer devem ser pensados e, no fim, fica apenas um sentimento de vazio, solidão à espera de ser recompensado com atenção, elogios e um amo-te.